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domingo, 10 de maio de 2009

Diário de um desgraçado III

Nussss! Hoje o dia foi macabro, muito macabro, macabríssimo! Saca só: acordei 7 da manhã num frio do belzeba pra ir na auto escola. Chegando lá, aquela sala que comporta seis pessoas mas tinha 28, tava um inferno de quente, e ainda assim, tinha um monte de doido pedindo pra não ligar o ar condicionado.

Tava com sono, com fome e ainda tinha que resolver uma parada antes de ir embora pra casa. Quando finalmente estou no ponto de ônibus (sou pobre, não sei se já comentei isso), vi um velhinho pedindo esmola pro pessoal. Sabia que ele chegaria até mim, mas não que ele passaria dos limites. Como bom cidadão hipócrita, disse que não tinha grana, o que não era de todo mentira. Sabe o que ele falou? Sabe o que? Ele disse bem assim:

- Que deus te abençoe, de dê tudo de bom, em nome de Jesus. Vai com deus...

Ai ai ai ui ui...! Aquilo foi me fervendo o sangue, rapá... foi dando uma negocera por dentro que juro que se não existissem leis e existissem dentes na boca do velhinho, EU QUEBRARIA TODOS!!! huauhauhauh Claro que só fiquei na vontade e nem sei se faria isso de verdade se tivesse a oportunidade. Mas que na hora me senti possuído pelo Gaveta, ah... isso é verdade.

Fui pra casa e finalmente consegui dormir. Acordei na hora certa pra ir trabalhar. O dia nã tinha sido de todo mal. Mas aí...

Entrando no Mercedes 40 lugares pra ir pra casa, vejo no fundo do busú, um casal. Casal de Emo! Emo! Eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeemooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo!!!
Tava muito sinistro aquilo. O mais viadinho deles, era fino como uma baguete e tã frágil quanto uma. Cabelinho cheio de óleo, ou sei lá que merda é aquela que eles passam. Calça apertando os ossinhos...

Pisei no barraco e verifiquei o resultado da Mega Sena. Não ganhei de novo.

Ufa! Cheguei em casa a salvo, mas até dormir, muita coisa ainda pode acontecer comigo.

By Mazzetti.

terça-feira, 10 de março de 2009

Diário de um desgraçado - II

“Vai tomá no cu, fela da puta!!!” Foi isso que me deu vontade de gritar bem no ouvido do moleque que me atrapalhou a leitura hoje.

Pô: calor desgraçado, greve de motoristas de ônibus, indo trabalhar (se repararem bem, o outro relato também aconteceu quando eu ia trabalhar)... foda, né? De repente, notei que ainda era muito cedo pra entrar na empresa. Resolvi ler mais um capítulo de O Cordeiro.

Tudo ia muito bem. Mesmo com as curtas interrupções as pessoas que trabalham comigo e entram mais cedo. Falava um oi, revia uma colega que voltou das férias. Tudo normal. Depois dessas breves paradas, engatei na leitura novamente. Pensei: “vou terminar esse capítulo e vou entrar.” Só que eu notei que ainda era cedo e decidi ler mais um capítulo.

Minha bunda esquentava no banco de concreto quando comecei a ter minha atenção desviada por suaves ganidos infantis. Foi ficando pior. E pior.

Quando dei conta do que ocorria, notei que meus nervos estavam trincando de novo, mais ou menos da mesma forma quando a menina do ônibus me tirou do sério. Pelas asas da Rola-Voadora! Será que nem pra ler a gente tem sossego? A pequena desgraça estava tentando se balançar numa pequena árvore que fica bem atrás do banco.

Como isso não fosse o bastante, reparei que ela estava lá. Aquela que deveria domar a fera: a mãe. Percebendo que eu tava meio puto já, ela disse UMA vez pra que o moleque parasse com aquilo. Como ele tava pouco se fudendo pra mãe, continuou e implementou seus saltos com a afirmação: “olha mãe, vou fazer igual ao Tarzan!” Tarzan é a puta que o pariu! Deixa eu ler, porra!

Passa o trem, mas ainda assim parece que o pequeno estorvo grita dentro da minha cabeça. Guardei o livro. Xinguei o menino mais umas quinze vezes em pensamento. Entrei na empresa e esperei lá dentro pelo início do meu turno.

By Levi.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Diário de um desgraçado...

Outro dia tava indo trabalhar. Entrei no ônibus e, como de costume, mirei um lugar pra me sentar. Nunca sento em bancos em que nos bancos ao lado, atrás e à frente tenham crianças. Nesse dia, me fodi.

Acho que tem certas coisas que só um desgraçado pode enfrentar. Mas outras, NEM um desgraçado pode! No banco de trás, havia uma criança.

Ah... que sede de sangue... não sabia o que era pior: a iminência do murro na nuca (na verdade, o segundo. Já havia sido atingido assim que me sentei.), os gritos estridentes que aquele mini-demônio soltava ou a mãe que, demonstrando total falta de controle de sua prole, falava feito puta na chuva pra tentar acalmar a fera.

Ela ofereceu fantasias de super-heróis, máscaras de carnaval, doces, balas... só faltou ela oferecer a própria bunda pro menino.

Cada curva que o ônibus fazia, o satanzinho esmurrava alguém. Como já sentira o poder de seus punhos, temia por sua vida. É que estava sem dormir bem, já tinha trabalhado de dia e estava indo trabalhar em outro lugar. Isso geralmente mexe com o humor das pessoas.

Sono pesado, criança gritando, mãe falando pra cacete... quase explodo. Mas como bom desgraçado, nem esse direito eu tive. Desci no ponto seguinte.

By Levi.

Is We!


O mundo não podia mais viver sem a gente!!!

A produção mundial de besteira anda grande e, se pessoas insanas como nós do Sevandija's Group não publicarem suas idéias, as risadas se acumularão. Por isso, a Lott's of Corp tem o prazer de financiar mais um empreendimento com responsabilidade social: Os Sevandijas. Hoje, 15 de fevereiro de 2009 começa uma história. Alguns amigos, algumas histórias imbecis, e muitas risadas que gostaríamos de compartilhar. Algumas cabeças juntas conseguem pensar besteiras que, se materializadas, seriam do tamanho do cocô de um elefante. Mas essas histórias e relatos do dia-a-dia podem se tornar uma lição de vida se houver muito, muito esforço. Tentaremos também dar boas dicas de livros, filmes, e CD's. Postem suas idéias, comentem nossos posts. E principamente, não se percam no emaranhado de idéias bizarras que encontrarão nesse espaço.
Faremos também comentários bizarros sobre notícias e eventos bizarros que acontecem por aí. Espero que gostem a ponto de participarem. Comentem, perguntem, xinguem... o importante é participar!